Como se preparar para uma campanha eleitoral

Saber criar boas estratégias é fundamental para obter sucesso nas eleições. Nesse contexto, observa-se que o candidato precisa realizar diferentes pesquisas, inúmeros planejamentos e se atentar a diversos fatores que podem ser cruciais para a vitória.

Se deseja entender mais sobre quais são esses fatores, não se preocupe! Continue acompanhando nosso texto e vamos tirar suas dúvidas sobre como realizar uma campanha eleitoral eficiente.

Acabou a pré-campanha, o que fazer agora?

De acordo com a lei, o candidato tem um prazo de apenas 45 dias antes da eleição para lançar sua candidatura formal. Portanto, a pré-campanha eleitoral diz respeito ao período anterior à campanha propriamente dita, na qual o candidato deve começar a se organizar e traçar suas estratégias.

Em nosso site temos conteúdo disponível para tirar suas dúvidas sobre quais os principais passos a serem dados na pré-campanha. Clique aqui para conferir.

Se você se organizou e desfrutou do tempo disponibilizado na pré-campanha para preparar sua estratégia, provavelmente você já tem em mãos algumas armas para vencer esse combate político.

Lembre-se dessa palavra: combate. Ela representa bem a competição política que antecede o dia da votação. Essa competição existirá na disputa por espaço dentro do partido, por cabos eleitorais, pelos canais de comunicação, por auxílio financeiro, pelas zonas eleitorais e eleitores, e por fim, entre os candidatos, podendo ser extremamente acirrada.

Dessa forma, se desejam vencer, é necessário que os políticos se atentem a algumas estratégias cruciais. São elas:

  • Investigação do próprio passado, assim como a de seus adversários;
  • Obtenção de contatos para financiamento;
  • Realização do plano de governo;
  • Montagem de equipe eleitoral;
  • Realização de campanhas de marketing e publicidade;
  • Realização de pesquisas eleitorais;
  • Busca por apoio e cabos eleitorais.

A seguir, falaremos sobre cada um dos pontos elencados.

Investigação do próprio passado, assim como a de seus adversários

Sabe-se que os eleitores buscam por informações que os permitem escolher ou desistir do voto em algum candidato. Desse modo, é notável que existem campanhas focadas em divulgar informações de um determinado político apenas para denegrir sua imagem. 

Ninguém é perfeito. Mesmo aqueles que não possuem acusações penais já cometeram erros ou falaram algo que se arrependeram. Assim, no momento da campanha, esses acontecimentos do passado podem ser, muitas vezes, usados contra o candidato.

O uso dessas informações diz respeito à campanha negativa. Nesse caso, os políticos pesquisam o passado de seus concorrentes para contestar suas qualidades e qualificações e, assim, diminuir sua base de eleitores.

A partir de pesquisas realizadas com a população brasileira, chegou-se à conclusão de que a divulgação desse tipo de informação tem grande peso sobre a decisão do eleitorado. Por esse motivo, a campanha negativa já é amplamente utilizada durante as eleições do país.

De acordo com esses estudos:

  • Primeiras impressões negativas são mais difíceis de mudar do que as positivas;
  • Informações negativas influenciam mais no voto da população do que as positivas, quando dizem respeito ao caráter do candidato em questão;
  • Possuir fatos negativos são mais marcantes do que possuir fatos positivos na carreira política de um candidato.

Desse modo, antes de investir grandes cifras em sua campanha, primeiro deve-se pensar: existe algo em meu passado que pode comprometer a eleição?

Se você decidiu concorrer a um grande cargo político, deve se preparar para o pior. Qualquer arranhão pode se transformar em uma grande ferida em uma competição eleitoral.

Já caso aposte em utilizar informações contra um concorrente, atente-se aos seguintes fatores antes do ataque:

  • Tenha garantia sobre a veracidade da informação;
  • Procure saber se a informação foi documentada ou se houve qualquer tipo de registro: isso garante que a população acredite na acusação;
  • Busque uma forma de discurso que não permita um contra-ataque do seu concorrente. Caso isso ocorra, você pode acabar prejudicando sua própria campanha;
  • Transforme essa informação em um indicador de deficiência ou falha grave do candidato em questão.

Dessa maneira, caso o dado obtido não atenda a esses requisitos, não o utilize!

Ademais, é importante realizar a afronta de forma amena, sem que transpareça falta de caráter, impedindo, assim, que a sua imagem também seja denegrida. 

Lembre-se: apesar de ser uma arma eficiente na estratégia de um candidato, nenhuma campanha política deve se sustentar apenas por acusações.

Conclui-se, então, que investigar o próprio passado é fundamental. Um bom político deve ter armas para conseguir transformar situações adversas em algo favorável, tendo sempre argumentos pontuais para se defender contra possíveis acusações. 

Além disso, é importante aproveitar a análise do próprio histórico para realizar ações que busquem evitar os problemas que podem surgir de suas antigas atitudes.

Obtenção de recursos financeiros

A captação de recursos é essencial para a realização de uma campanha política. Esse processo deve ser pensado cuidadosamente, levando em consideração todas as atividades e estratégias que o candidato deseja realizar.

A primeira ideia a ser trabalhada dentro desse quesito é: quem deve fazer a captação de recursos para a campanha?

Há aqueles políticos que pensam que podem prejudicar a sua imagem ao fazerem, constantemente, pedidos de apoio financeiro. Assim, esses candidatos têm o costume de deixar a função de arrecadamento de fundos de campanha para assessores, apoiadores ou comissões especiais.

Um outro candidato pode acreditar que ele é o único com propriedade para falar sobre sua campanha para um possível financiador. Este não está errado, uma vez que só ele tem o poder de decisão sobre o direcionamento dos recursos da campanha. Essa certeza de saber quais direcionamentos serão dados para o dinheiro arrecadado é muito importante no momento de captar possíveis doadores.

Também é importante considerar que existem diversos perfis de financiadores. Existem aqueles que podem doar mais e outros que podem doar menos. Entretanto, ambos são essenciais na campanha.

Poucos serão os doadores de grandes cifras e muitos os que podem doar pouco. Para uma campanha de sucesso, toda captação de recursos é importante, assim, é necessário saber lidar com ambos os investidores.

Uma boa estratégia de obtenção de recursos deve levar em conta esses perfis e conseguir atribuir funções para os membros do comitê de campanha e, principalmente, para o próprio candidato, considerando que este é a melhor pessoa para realizar um apelo diante de uma eleição que ele mesmo vai concorrer.

Como o tempo para captação de recurso é curto, é conveniente para o candidato escalar pessoas de sua confiança para fazer uma parte da captação financeira.

Veja essa dica: selecione membros do comitê para fazer apelos aos potenciais doadores de quantias menores, estes são muitos e menos relevantes. Concomitantemente, o próprio candidato irá contatar os grandes doadores.

Essas pessoas responsáveis por fazer parte da captação de fundos podem ser convenientemente alocadas em um comitê especial responsável pelas finanças da campanha. Selecione com urgência um coordenador para esse grupo, ele deve ser o responsável por organizar todo o dinheiro recebido, assim, deve ser de extrema confiança do candidato. Além do coordenador, procure alguém que possa ser o tesoureiro, responsável por realizar os pagamentos e registros das transações financeiras.

O coordenador de campanha deve ser tão competente quanto o candidato, sendo respeitado e tendo uma boa relação com os investidores, visto que ele pode substituir o próprio político em determinadas situações.

Já o tesoureiro, além de ser um homem de confiança, como o coordenador, deve ter qualidades técnicas para lidar com os problemas financeiros e realizar, de forma eficiente, os registros de pagamentos e demais transações. Por esse motivo, é sugerido que o candidato contrate um contador para esta função.

Com o comitê montado, o candidato será capaz de realizar uma captação de recursos volumosa. Dentro desse contexto, ainda é necessário pensar nas seguintes questões:

  • Quanto será necessário para financiar a campanha?
  • Quem são os grandes doadores em potencial?
  • Quanto é necessário para começar a campanha, e quanto será gasto mensalmente?
  • Quem pode fazer o contato pessoal com os investidores?
  • Elaboração de orçamento.

Com o plano de financiamento elaborado, a campanha começa a tomar forma e direção. Nesse momento, o candidato torna-se capaz de elaborar suas estratégias de forma mais clara, uma vez que possui definido o valor aproximado que irá gastar com toda a campanha.

Plano de governo e plano operacional

O plano de governo deve comtemplar as ações que o candidato está disposto a realizar durante seu mandato juntamente com sua equipe.

Percebe-se então que, para um bom candidato, o plano de governo deve ser minucioso, abrangente e inclusivo, abordando o maior número possível de propostas realizáveis. Vale lembrar que deve haver um compromisso do candidato para com essas ações.

Além disso, um bom plano de governo serve como uma forma de argumentar ou se defender. Muitas vezes o candidato se encontra em um debate, sobre um tema específico, em que precisa falar sobre como pode trabalhar para resolver algum eventual problema.

Apesar de essencial, o plano de governo tem um problema, seu uso para campanhas de marketing não é eficiente, visto que poucos eleitores estão dispostos a ler várias páginas de propostas de todos os candidatos escalados para a eleição.

Para resolver essa questão, é sugerido que o candidato se reúna com a equipe de marketing e selecione as propostas que mais chamem atenção do eleitor para que estas sejam o alicerce da campanha.

Essas propostas selecionadas vão fazer parte do plano operacional de governo. Assim, o político pode fazer sua campanha de uma forma que agrade mais o eleitorado, levando-o a conseguir uma maior margem de votos.

Esses votos fazem a diferença no dia da eleição, por isso realize pesquisas para descobrir os anseios da população. Dessa forma, você pode estar um passo mais perto da vitória eleitoral!

Montagem de equipe eleitoral

Todo e qualquer candidato, independentemente de suas qualificações e recursos, deve montar uma equipe de coordenação de campanha. Essa equipe deve conseguir trabalhar e desenvolver 3 principais elementos:

  • Pesquisa;
  • Estratégia;
  • Comunicação.

Pesquisa

Com a análise dos resultados obtidos a partir das pesquisas eleitorais, é possível tomar decisões muito mais certeiras.

O candidato necessitará de informações durante toda a campanha, como quais as principais necessidades da população que representará, como anda sua imagem perante o eleitorado durante os diferentes momentos de sua candidatura etc. Com isso, será possível criar ações direcionadas para as devidas questões, visando o aumento da popularidade do político entre o eleitorado.

Para isso, é conveniente que o candidato contrate o serviço de uma empresa experiente, que realize essa coleta de informações.

Para saber mais sobre como funciona esse processo, fale com um dos consultores do Instituto Opus – especializado em pesquisas eleitorais desde 2011!

Estratégia

Tendo angariado informações relevantes a partir das pesquisas eleitorais, o candidato e sua equipe devem formar estratégias políticas eficientes que consigam atender às necessidades do eleitorado.

Nesse momento, o candidato pode contar com a ajuda de cientistas políticos, acadêmicos da área ou até mesmo antigos estadistas: cada um possuirá experiências diferentes – porém relevantes – para prestarem o devido auxílio.

Comunicação

Quando se diz respeito à comunicação durante a campanha, ninguém consegue fazê-la com mais eficiência que um marqueteiro.

Para qualquer campanha dar certo é necessário que o candidato tenha à sua disposição um bom profissional da área. Nesse quesito, invista bem o seu dinheiro e procure por alguém competente para ocupar essa posição. Será esta pessoa o responsável pela forma que os eleitores verão o político.

Existe no mercado, muitos especialistas aptos para exercer uma função de liderança em mais de uma área dessas anteriormente mencionadas. Vários políticos e partidos no brasil, por exemplo, contratam marqueteiros que constroem as estratégias durante a campanha, além de serem responsáveis pela divulgação da imagem do candidato.

Em especial no brasil, esses profissionais são muito valorizados, sendo considerados verdadeiras estrelas. Por conta da sua eficiência eles podem cobrar caro. Apesar disso, mesmo que o candidato não consiga desembolsar muitas cifras ele pode conseguir pessoas qualificadas para ocupar esses cargos. Já houveram candidatos que conseguiram pessoas eficientes e voluntarias procurando entre seus amigos. Por exemplo, caso você conheça algum radialista, ele já pode te ajudar com o marketing durante a campanha!

Marketing e publicidade

O marketing deve ser um dos focos mais relevantes durante uma campanha eleitoral.

Esse conjunto de técnicas publicitárias visa promover algum candidato ou partido anteriormente ao dia da votação.

Uma boa estratégia conseguirá construir um clima de confiança entre os políticos e os eleitores.

Para a realização de uma estratégia de marketing eficiente, sugerimos que o aspirante ao cargo direcione sua atenção para 3 importantes etapas:

  • Criação de uma identidade: nessa etapa, busque divulgar suas características e competências para o eleitorado. Alguns candidatos associam sua imagem com a defesa de determinados setores da sociedade ou pautas relevantes, como a saúde, a causa animal, entre vários outros exemplos. 
  • Construção de uma comunidade: um candidato forte costuma ser aquele que tem uma base de eleitores grande. Para chegar a esse objetivo, o político pode usar e abusar de diversas ferramentas. Atualmente, as mídias sociais se mostram muito eficientes por conta do baixo custo e alto alcance.
  • Marketing de conteúdo: uma das formas mais comuns de estratégias publicitarias envolve a criação de conteúdo. Além de ser algo fácil de ser feito, essa forma de publicidade traz inúmeros benefícios, como: possibilidade de educação do eleitorado e a promoção da própria imagem.

Criar uma boa estratégia de marketing demanda recursos, e, considerando a sua importância, é interessante que o candidato não meça esforços na sua construção.

Para saber mais sobre como montar sua estratégia, clique aqui!

Pesquisa de diagnóstico

Aproximadamente 1 mês antes de começar o período da campanha eleitoral, é sugerido que o candidato faça uma pesquisa em específico, esta é a pesquisa de diagnóstico.

Com ela, o candidato entenderá as subdivisões do eleitorado, ou seja: quais regiões tendem a votar em qual candidato, qual classe social torcerá para determinado político, entre outros aspectos.  Procure realizar essa pesquisa com uma amostra robusta, assim você vai ter informações de todas as subdivisões de eleitores e vai poder ser abrangente na esquematização da sua campanha inicial.

É muito importante que ela seja feita no prazo mencionado. Se for feita antes, o candidato não terá as informações de maneira tão similar à realidade do dia da eleição. Caso seja feita depois, o político provavelmente não possuirá tempo suficiente para trabalhar os dados obtidos.

Se a campanha não possuir recurso para investir em pesquisas, procure por informações em fontes confiáveis. Mas, caso haja fundos para realizar um diagnóstico, essa pesquisa inicial deve ser prioridade.

Apoio e cabos eleitorais

Apoio durante a pré-campanha são mais que necessários. Observa-se que muitas personalidades possuem grande poder de influência sobre os eleitores.

Até o fim da pré-campanha e o início da campanha eleitoral, o político já deverá ter conhecido e conversado com vários líderes locais buscando por apoio à sua candidatura. Esses apoios são conquistados através da conversa, sem acordos e assinaturas, sendo, em sua maioria, compromissos selados.

O trabalho de fechar acordos com cabos eleitorais é mais complicado. Em sua maioria são pessoas e empresas mais cobiçadas pelos candidatos, sendo, muitas vezes, vinculadas a um partido e competidas entre seus próprios políticos.

Dica da Opus!

A criação da estratégia vai variar dependendo do objetivo da campanha. Cada cargo e esfera política exigem diferentes formas de atuação dos candidatos e não há fórmula matemática para criá-la. Porém, se o candidato trabalhar sobre todos os tópicos listados anteriormente ele já tem condições de montar, juntamente à sua equipe, uma boa estratégia de campanha.

Tem alguma dúvida?

Caso tenha ficado alguma dúvida, nos pergunte nos comentários abaixo. A equipe do Instituto Opus, especializada em pesquisas eleitorais, ficará feliz em ajudá-lo!

Caso queira entender melhor sobre assuntos relacionados à política, acompanhe nosso blog! Você com certeza achará outros artigos interessantes clicando aqui.

Para mais informações, fique à vontade para conversar com um de nossos especialistas!

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