Mídias digitais e analógicas: como usá-las a seu favor em sua campanha política

Todos sabemos o quanto é importante a visibilidade de um candidato que pretende se candidatar a um cargo eletivo. Se a população não conhecer a ele e a suas propostas, fica impossível que o político consiga o engajamento necessário para se sair vencedor no dia da votação.

Neste texto, vamos falar detalhadamente sobre passos importantes para conseguir visibilidade na mídia durante a sua campanha.

Quer aprender mais sobre como levar a sua imagem para a população? Continue acompanhando nosso artigo!

As mídias digitais e analógicas como um recurso essencial da campanha

Os jornais foram, por muito tempo, a principal forma de comunicação entre político ou organização política e o eleitor. Com o surgimento de novas tecnologias, a mídia impressa foi perdendo cada vez mais espaço e cedendo lugar para as mídias analógicas e digitais.

Entretanto, os meios de comunicação impressos não se tornaram totalmente obsoletos e cumprem funções específicas e essenciais. Clique aqui para descobrir um pouco mais sobre suas vantagens.

Ainda assim, é irrefutável que os recursos contemporâneos cumprem uma tarefa muito mais eficiente no processo de marketing e publicidade de uma campanha eleitoral.

Algumas dessas vantagens são:

  • Instantaneidade: a velocidade que a informação chega no eleitor é muito rápida;
  • Flexibilidade: existem muitas plataformas on-line e cada uma delas atende a interesses de diferentes pessoas;
  • Alcance: a TV aberta, por exemplo, leva informação para milhões de pessoas, além de ser um veículo muito mais popular que os jornais impressos;
  •   Potencial de dramatização: através de mídias analógicas, como a televisão, as pessoas podem ver os candidatos durante seus discursos, recurso que permite a população captar as emoções de quem fala;
  • Simultaneidade: possibilidade de se acompanhar o candidato ao vivo;

Tendo em vista todas essas vantagens, fica claro que para um candidato ter uma campanha que conquiste os eleitores, ele precisa ter uma boa imagem sendo transmitida nos devidos canais de comunicações.

Entretanto, o mero fato de ser um candidato não assegura a nenhum político espaços na cobertura eleitoral da mídia. Ou seja, os bons repórteres e jornalistas, de maneira geral, têm assuntos de sobra e prazos rígidos para fazer e entregar suas matérias e pode ser que notícias acerca de um candidato não sejam tão atrativas para serem divulgadas no momento.

Mesmo que você chegue a ser entrevistado por um repórter também não é garantia de que a matéria será publicada e, caso seja, não há uma certeza de que transmitirão a ideia que você queria.

Boa parte das informações dos candidatos e partidos chegam aos jornalistas através dos press releases, ou comunicado de imprensa, que são ferramentas utilizadas pelas assessorias de marketing para divulgar novidades, eventos e outros assuntos relevantes para a mídia em geral.

Sua campanha certamente terá seus press releases, mas esteja certo de que esse comunicado é o que menos interessa à mídia. Levando em conta que este é recebido por todos os jornalistas e ainda contém somente as informações que o candidato quer divulgar, não as que a mídia está interessada em conhecer, os press releases não costumam ganhar a devida notoriedade.  

O ideal é que o seu contato com a imprensa seja diário. Isto é, que diariamente você tenha a chance de tentar colocar sua candidatura, sua foto, suas propostas e suas opiniões nas páginas dos jornais e nos programas de TV e rádio para conseguir ter uma maior visibilidade e, consequentemente, construir uma imagem positiva e uma relação de confiança com os eleitores.  

Ainda nessa questão, fica claro que despertar a atenção e o interesse dos jornalistas se torna outro objetivo durante uma campanha eleitoral.

Como despertar a atenção dos jornalistas no que você tem a dizer?

Como valorizar um assunto de forma que ele se torne uma matéria?

Para ajudar a resolver essas perguntas, há alguns passos que devem ser seguidos por um candidato prudente, que pretende abrir espaços e levar sua candidatura à mídia com uma boa referência. Vamos falar mais sobre cada um desses passos agora, continue nos acompanhando!

1) Seja adequado à situação

Se o jornalista veio à sua casa para fazer uma matéria sucinta ou apenas para ouvir a sua opinião acerca de um determinado assunto não tente transformar isso em uma entrevista longa e cansativa.

Em contrapartida, se um jornalista vai ao seu encontro propondo uma conversa sem restrição de tempo, então aproveite a oportunidade para conversar sobre os mais diversos temas que forem convenientes para você. Mas lembre-se de que nem tudo é apropriado para ser dito durante a entrevista. Antes, fale com o jornalista sobre os temas que pretendem ser tratados e mencione ‘‘em off” os detalhes que você não pode comentar de forma aprofundada ou que não tem total domínio.

 “Dance conforme a música” é uma boa forma de ilustrar essa situação.

2) Seja acessível

Encare a sua relação com os jornalistas a longo prazo, pois certamente será. Eles o procuram porque precisam de você. Em contrapartida, pode ser que você venha a precisar deles, como é o caso que discutimos neste artigo. Assim, é importante que seja estabelecida uma boa relação entre as partes.

Lembre-se que você tem tanto ou até mais interesse quanto o jornalista nessa matéria. Sabendo disso, não crie obstáculos desnecessários durante o contato com a mídia de forma geral. Atenda às chamadas que forem feitas a você e, caso não possa responder no momento, retorne à ligação assim que possível.

A partir do momento que a conversa começar, tente responder a todas as perguntas sem se esquivar de nada. Como já foi dito, procure falar com o entrevistador antes para esclarecer alguns assuntos “em off”. Se fizer isto, o candidato provavelmente não será pego de surpresa por alguma eventual dúvida que possa comprometer a sua entrevista, a sua relação com o jornalista e a sua imagem.

Apesar disso, se caso o entrevistador persista com questões que possam tirar o candidato de sua zona de conforto, procure usar termos como “ainda não me inteirei sobre o assunto” ou “ainda não fui devidamente informado sobre”, bem como outras respostas evasivas porém que não transmitam claramente uma ideia de fuga da resposta.

3) Seja honesto

Nunca minta para um jornalista! Havendo algum assunto ou detalhe que você não quer abordar, reforçamos a ideia de que, caso haja alguma confiança entre o candidato e o entrevistador, algumas questões podem ser esclarecidas em particular. Caso não haja confiança e o entrevistador insista em perguntar sobre temas polêmicos, o candidato vai precisar lançar mão de discursos evasivos como os já mencionados anteriormente.

Procure também não ocultar todas as más notícias. É prudente que o candidato conheça quais são os principais problemas da sua campanha e saiba falar sobre como pretende solucioná-los. Você vai perceber que, caso a sua resolução seja bem esquematizada, ela chamará mais atenção do que o problema propriamente dito. Além disso, reconhecer seus próprios erros e saber como resolvê-los com calma, transmite uma ideia de força, transparência e competência, qualidades que vão somar na imagem do candidato.

4) Esteja preparado

Evite ser pego de surpresa por discussões que possam comprometer a sua imagem.

Provavelmente, o jornalista vai te avisar de antemão qual o tema da entrevista, use esse período para se preparar para a discussão juntamente à sua equipe de assessores.

No caso de uma entrevista repentina, que surja em algum momento inoportuno, não tenha vergonha de conversar com o entrevistador e pedir um tempo, mesmo que curto, para se planejar.

 Lembre-se: o importante é não cair na armadilha da precipitação, pois, juntamente a ela, vem o despreparo, e complicações podem surgir comprometendo a campanha do candidato.

5) Conheça os jornalistas

Cada repórter tem seu estilo próprio. Para que o candidato consiga se preparar para conversar com todos os perfis de entrevistadores, ele precisa conhecer os principais jornalistas da sua cidade, estado ou país. Somente dessa forma, você saberá quais são ou não são simpáticos à sua candidatura e prever quais os mais insistentes ou polêmicos na hora da entrevista, podendo se munir de meios para não se comprometer durante a discussão.

Além dos jornalistas que pedem uma postura defensiva do candidato, haverá aqueles mais importantes, tidos como referências midiáticas. Estes devem ser contatados com alguma frequência, para que o candidato possa manter uma relação saudável, criando uma boa imagem de si mesmo.

6) Use frases que podem ser reproduzidas

Ser citável, sem sombra de dúvidas, é uma qualidade ímpar em qualquer candidato a um cargo eletivo.

Se você for capaz de responder uma pergunta com uma frase que reúne concisão, elegância, conhecimento e, quando for conveniente, um certo toque de humor, certamente estará chamando a atenção do entrevistador, bem como a de seus eleitores. Essas frases de impacto, quando inesperadas e bem colocadas, se destacam na mídia, podendo ser reproduzidas por terceiros e chamar ainda mais atenção para as qualidades do candidato.

Mas lembre-se, cuidado com a improvisação, uma frase mal-empregada pode ter o efeito contrário, comprometendo, em alguns casos, permanentemente a imagem do político. Assim, caso você reconheça que não tem um dom para o discurso, procure formular essas frases com sua equipe de assessores e tenha calma para usá-las nos momentos certos.

7) Seja simpático

Especialmente se o veículo de mídia que você pretende aparecer for a TV, lembre-se de ser educado e agir com naturalidade. A TV capta e regista as emoções, e o eleitorado, muitas vezes, prioriza a imagem que você transmite em detrimento de outros fatores.

Evite passar a impressão de alguém pomposo ou nervoso. A melhor maneira de realizar a entrevista de forma natural, é começar a conversa com os jornalistas antes da gravação e, a partir do momento que as câmeras forem ligadas, você encara a entrevista como a continuação dessa conversa já iniciada.

Use linguagem clara e coloquial. Comporte-se naturalmente e olhe para os entrevistadores durante a conversa, transmitindo sempre suas ideias de forma clara. 

8) Seja inovador

Não se limite a esperar que a mídia te procure, quanto mais perto do dia da votação, mais notícias vão surgir e menos chances você tem de ser procurado pelos jornalistas.

Busque por formas de chamar a atenção. Crie fatos e situações que estimulem a grande mídia vir até você, gerando mais visibilidade para a sua candidatura.

É prudente que você fuja da rotina nesse momento e busque por formas criativas de ter esses holofotes. Se, por exemplo, você pretende fazer uma denúncia sobre uma construção, marque a entrevista para o local da obra. Se pretende falar sobre algum problema nos hospitais de uma região, tente entrar em contato com os funcionários do local e busque por meios de levar essa discussão para o rádio ou TV.

Nesse momento, o mais importante é a criatividade e habilidade do candidato e de sua equipe de assessores de conseguir apoio e atrair atenção. Determinadas situações podem ser decisivas para o eleitor no momento de escolher seu representante.

9) Mantenha-se no controle

Busque por formas de aperfeiçoar seu discurso. Cada entrevista é uma oportunidade para que você leve suas ideias e propostas para a população. Dessa forma, administre seu discurso de maneira a criar um momento perfeito para falar seus principais argumentos.

Converse de forma natural com o entrevistador, mas tente manter sempre o controle do assunto. Não entregue o jogo de cara: construa uma conversa que pouco a pouco chame a atenção dos jornalistas e, consequentemente, dos eleitores. Explique seus pontos mais importantes de forma clara e, se for preciso, dê um tempo para que o jornalista entenda a ideia, a reforçando logo em seguida. Se o repórter mudar o assunto, responda rapidamente ao novo tema (sem se esquivar de pergunta alguma) e logo em seguida busque por formas de voltar ao tópico principal do seu discurso.

10) Seja afirmativo

Evite fugir ou se esquivar das perguntas do entrevistador. Esse posicionamento pode sugerir que o candidato não entende sobre o tema em questão, contribuindo para criar uma imagem de despreparo do político.

Mas lembre-se, nem sempre é proibido evitar falar sobre determinado tema. Haverá casos em que você pode comentar “em off” sobre detalhes da conversa.

Dependendo do “cacife” do candidato haverá também situações em que ele terá posse sobre alguma informação preciosa para o jornalista e, nesses casos, é interessante que seja criado um clima de suspense acerca desses dados, chamando ainda mais atenção para o discurso do político.

11) Aproveite os momentos bons e ruins da imprensa

Os momentos ruins da imprensa podem te favorecer quando pretende entrar em contato com a mídia e falar sobre temas do seu interesse.

Esses períodos são aqueles em que não há muitos eventos interessantes acontecendo e, com essa carência de notícias, o jornalista, muito provavelmente, verá com melhores olhos aqueles assuntos que são importantes para você e, até então, não eram para ele.

Tendo oportunismo para perceber esses momentos, e criatividade para preparar sua matéria de forma atraente para os jornalistas, você pode conseguir uma ótima cobertura.

Ao mesmo passo que os maus momentos da mídia podem ser utilizados de forma eficiente pelo candidato, os bons momentos também podem.

Apesar de dificilmente o candidato conseguir espaço nos bons momentos da imprensa, você pode fazer uso deles para divulgar más notícias sobre sua campanha. No meio de um período onde muitas matérias são propagadas, aquelas notícias que lhe são desvantajosas podem ir ao público e ter um impacto reduzido drasticamente.

Tem alguma dúvida?

Caso tenha ficado alguma dúvida, nos pergunte nos comentários abaixo. A equipe do Instituto Opus, especializada em pesquisas eleitorais, ficará feliz em ajudá-lo!

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Para mais informações, fique à vontade para conversar com um de nossos especialistas!

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